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By Ferramentas Blog

domingo, 23 de outubro de 2011

Assédio Moral

"Imagino que um dos principais motivadores do assédio moral dentro de uma empresa é o cenário organizacional em que está inserido o indivíduo em questão. A partir do momento em que a empresa permite certas atitudes e não se importa em verificar frequentemente a qualidade dos relacionamentos recorrentes ali, ela, de certa forma, permite que alguns comportamentos ocorram. Aliás, ela se torna conivente com a situação quando deixa que circunstâncias de desigualdade ocorram, sem nada fazer para mudar isso." Bern Entschev.
(Fonte: http://www.amanha.com.br/vida-executiva/797-assedio-moral)

Já dizia Abraham Lincoln que "quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." Este poder, quando mal utilizado dentro de uma empresa, pode transformar um chefe ou subordinado em um assediador. Ademais, como num círculo vicioso, em geral aquele que sofre um abuso acaba reproduzindo a agressão sofrida, em um grau ainda mais acentuado, perpetuando o comportamento opressor, desprezível e PERVERSO de seu antecessor ou mentor. Sim, alguns empregadores incentivam a prática de assédio.

Estudos revelam que as posturas mais comumente adotadas pelos praticantes do assédio moral em relação a seus funcionários e colaboradores são as seguintes:

* Impor sobrecarga de trabalho;

* Sonegar informações e criar dificuldades para a realização de um trabalho;

* Desqualificar as pessoas, não respondendo a solicitações, perguntas, cumprimentos, como forma de menosprezo, humilhação;

* Desmoralizar o trabalho ou colocar em dúvida a competência das pessoas;

* Mostrar indiferença pelas condições em que as pessoas trabalham, ou fazer cobranças desmedidas;

* Exaltar-se nas suas comunicações ao funcionário;

* Ameaçar constantemente com a possibilidade de desemprego ou demissão.


A ocorrência de assédio tem se tornado tão corriqueira nas empresas que a psicóloga Margarida Barreto, mestre em Psicologia Social pela PUC de São Paulo, caracterizou alguns tipos de chefes:

* Profeta: vê como um desígnio quase que divino “enxugar” a empresa. Trata as demissões como uma missão que tem que cumprir e se orgulha desta realização.

* Pit-bull: ataca, é violento e maligno. Tem prazer em humilhar e revela uma frieza próxima ao sadismo ao demitir as pessoas.

* Troglodita: é áspero, indelicado, rude. É precipitado nas suas decisões, implanta normas e todos devem se submeter ao que impõe.

* Tigrão: encobre sua insegurança, sua incompetência, agredindo as pessoas. Necessita fazer exibições do seu poder para se sentir respeitado.

* Mala-babão: promove-se adulando os seus superiores. É controlador e delator dos outros. É uma espécie de capataz moderno.

* Big Brother: entende que “não é com vinagre que se apanha Moscas”. Torna-se confidente dos seus colegas e usa desta vulnerabilidade para expor as pessoas, rebaixá-las ou até demiti-las.

* Garganta: não enxerga a sua incompetência e tem necessidade de se auto-afirmar o tempo todo. Não admite que subalternos saibam mais do que ele.

* Tasea (“tá se achando”): esconde seu desconhecimento com ordens contraditórias. Se algum projeto tem sucesso, ele é o responsável; se fracassa, a culpa é dos funcionários, que são incompetentes.

(extraído do site http://www.observatoriosocial.org.br/conex2/?q=node/3965)
(Fonte: Gestão do Capital Humano – Coleção Gestão Empresarial – Gazeta do Povo)

Outras condutas bastante comuns são a imposição de metas impossíveis de serem cumpridas (tarefas incompatíveis com a função da pessoa e/ou prazos exíguos para realizar um trabalho que demanda tempo), desprezar/ diminuir as vitórias e conquistas de seus colaboradores e/ou não reconhecer os resultados positivos que os mesmos trouxeram para o empreendimento, promover a ociosidade do empregado intencionalmente, e ainda apropriar-se indevidamente de idéias e trabalhos criados unicamente pelo funcionário (no popular "abanar com o chapéu alheio").

Interessante constatação é a de que em sua grande maioria, os praticantes do assédio moral não possuem muitas atribuições na empresa, ou não as cumprem devidamente. Assim, dada a sua ociosidade e ausência de comprometimento com as questões efetivamente relevantes e produtivas do empreendimento, conseguem dedicar-se com maior afinco nas práticas maléficas acima nominadas (e não raro conseguem incidir em 100% das posturas relatadas).

Como sabiamente aduz Alain Supiot, “para uns, falta de trabalho e inutilidade para o mundo; para outros, excesso de trabalho e indisponibilidade para o mundo”.

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